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A arte de escreve

Motivação

Aprender é uma arte contínua de pesquisa, interesse e satisfação em busca o novo...
Se paramos corremos o risco de nos contaminar com a letargia da insatisfação...
Por issso, o processo de aprendizagem é algo prazeroso, que nos reporta a ser amante eterno das novas descobertas.
Este blog não é meu, é nosso, assumo apenas a responsabilidade de brincar um pouco com a tecnologia.
Sejam todos bem vindos!

Motivação


Talvez o primeiro ponto que há de se entender, em relação ao consumidor, seja a motivação. Com raras exceções, um ser humano não consumirá nada se não estiver motivado a comprar.

A motivação envolve atividades as quais nos levam a um determinado objetivo. Podemos nos tornar motivados ou estimulados por meio de necessidades internas ou externas que podem ser de caráter fisiológico ou psicológico.

Se por algum motivo, ficarmos sem tomar água por algum tempo, o nosso organismo reagirá de uma forma tal que, constantemente, nos sentiremos compelidos a buscar nosso objetivo, ou seja, saciar a sede. O comportamento motivado tenderá a prosseguir até que nosso objetivo seja alcançado, de forma a reduzir a tensão que estamos sentindo.

Muitas vezes conseguimos driblar a necessidade com outro aspecto. Se estamos com sono, por exemplo, todo nosso comportamento se voltará a perseguir o objetivo de acabar com o sono, ou seja dormir. Se, no entanto, alguma outra coisa nos motivar – um filme na televisão, por exemplo, ou uma reunião de amigos – o nosso comportamento fará com que os sintomas de sono sejam temporariamente esquecidos.

A estimulação interna, no entanto, pode não ser de ordem fisiológica, remetendo o indivíduo à fantasia. Mesmo sem estar com sede, ao imaginar uma garrafa de Coca-Cola gelada, pode me fazer sentir todos os sintomas da sede, desta vez não porque meu organismo necessita de água, mas porque a minha imaginação pôs em funcionamento os mecanismos do corpo que me fariam sentir a mesma sede.

Da mesma forma, um estímulo externo, como a visão de um grupo de amigos tomando uma cerveja, pode ocasionar os mesmos sintomas.

Nos três casos sempre haverá uma espécie de aprendizado adequado à satisfação de saciar a sede. Haverá então uma vontade que se manifestará de forma física, o que nos fará ir ao bar ou supermercado mais próximo e comprar um refrigerante ou cerveja.

Estes exemplos se baseiam em impulsos que se manifestam de forma fisiológica. Grande parte dos nossos impulsos nos remetem, em sua origem, a saciar as necessidades básicas, como a sede, sono, fome, proteção do corpo contra frio, calor e outros.

Poucos estudos se fizeram em relação ao consumidor sobre estas necessidades, que são consideradas básicas. Sabe-se muito sobre as necessidades de comer, beber, dormir, mas, na realidade, não interessa à sociedade de consumo que um ser humano tem que comer, beber ou vestir algo. O que interessa na realidade, ao mercado, é o estudo do que comer, o que vestir e o que beber, ou quando uma pessoa escolhe determinado alimento ou bebida para saciar a sua fome e sede, entender quais foram os motivos que levaram a pessoa àquela escolha. Estas são as necessidades secundárias, que englobam hábitos alimentares orientados por normas, princípios e valores de uma determinada sociedade ou grupo social.

Estas necessidades são de origem psicológica ou social. Sentir sede, por exemplo, é uma necessidade biológica, é uma necessidade básica. Não tomar refrigerantes para poder emagrecer, no entanto, é uma necessidade de cunho social.

Usar um casaco no frio é necessidade básica. Usar um casaco Pierre Cardin de 3.000 Reais é uma necessidade de aceitação social, ou secundária.

O mais interessante é que as necessidades primárias não interferem na escolha ou determinação de um produto. As secundárias, sim. Todos sabem que, antes de morrer de fome, um ser humano se submete a comer coisas que não comeria em sua sã consciência, quando houvessem outras opções. No dia a dia, entretanto, as necessidades secundárias agem de forma inesperada no indivíduo, fazendo-o escolher determinada marca de alimento, bebida ou roupa, sem ao menos saber por que.

Fonte

SERRANO,Daniel Portillo. Motivação. Disponível em:

. Acesso em: 16 ago. 2005.

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terça-feira, 9 de março de 2010

Assistencialismo ou investimento social?

Artigos - Responsabilidade Social

Escrito por Cecilia Studart Guimarães default8@socialtec.org.br

Alguns dias atrás me questionaram se eu via alguma diferença entre os benefícios de uma ação de caridade e os de um investimento social. Respondi que não via diferenças pelo simples fato de elas não serem, ao meu ponto de vista, comparáveis. Vocês já imaginaram analisar a diferença que as verduras trazem de benefício para nosso corpo em comparação com o benefício dos grãos e cereais? Ambos nos trazem benefícios diferentes e fica impossível justificar um benefício como melhor do que o outro.

Nesse sentido, precisaríamos focar a diferença das intenções dessas duas modalidades: Enquanto o foco dos investimentos sociais é gerar mobilidade social e transformação social, não é essa a intenção das ações de caridade, mas sim a de possibilitar a satisfação das necessidades essenciais à sobrevivência de um ser humano. Sendo assim, existem algumas situações em que somente este último tipo de ações pode ser levado a cabo, como por exemplo, quando se trata de uma comunidade vítima de calamidade natural ou populações abaixo da extrema pobreza. Nelas, o famoso preceito de “ensinar a pescar, em lugar de dar o peixe” ajuda muito pouco, pois com fome e sem teto, fica difícil ‘pescar’. Uma vez sem fome e com teto, é possível ensinar a pescar. É a isso que se referem vários autores quando indicam que as ações assistencialistas ou de caridade devem ser um meio, para poder depois transformar ou gerar mobilidade.

No entanto, quando as ações de caridade viram um fim em si mesmo, ainda quando a situação não é mais de calamidade, nem de extrema pobreza, aí sim, acabam ajudando mais aos doadores, pela “paz” psicológica que lhes outorga uma esmola, do que as próprias populações beneficiadas. Para estas populações, a caridade só perpetua miséria, pois não modifica a condição social em que se encontram naquele momento, nem trabalha para evitar que nas décadas conseqüentes a esta, esta situação social se repita.

Desenvolver negócios com responsabilidade social, então, não significa gerar recursos financeiros com negócios lucrativos e depois depositar esmolas para outros seres humanos menos “favorecidos”. Desenvolver negócios com responsabilidade social significa perceber que o lucro deve ser de todos, do negócio e do social. E fomentar lucro social não é outra coisa que não fomentar transformação de condições sociais existentes.Em outras palavras, significa gerar mobilidade social. Esta fusão entre o lucro financeiro e o social funciona melhor quando todo o “core”, ou seja, o foco da empresa, sua experiência, seus recursos técnicos e seu diferencial de mercado, estão a disposição, tanto da geração de riquezas financeiras, como direcionadas às suas ações sociais.

É o caso de empresas de equipamentos informáticos, trabalhando com inclusão digital; empresas de cosmética que se utilizam de matérias primas e essências da natureza, trabalhando para sua preservação; empresas de construção civil, trabalhando para projetos habitacionais; empresas bancárias trabalhando com micro crédito; fabricantes de preservativos, mobilizando jovens para a prevenção do HIV/AIDS; e, agora, mais recentemente, uma associação de distribuidores e atacadistas, que se utiliza da capilaridade dos seus sistemas de distribuição para a promoção do desenvolvimento social sustentável.

Ter em conta a diferenciação de intenções da caridade assistencialista e do investimento social, e definir claramente também qual é a intenção da instituição no momento de formatar as ações sociais (assistencialismo ou investimento social), traz clareza e gestão para as ações e maior eficácia dos recursos alocados. Se a escolha for pelo investimento, a sugestão é priorizar instrumentos que facilitem a aplicação estratégica de conceitos e ferramentas já avaliadas no âmbito social. Assim como nos grandes negócios e estratégias comerciais, o lucro é programado no longo prazo e as variáveis são cautelosamente estudadas para minimizar possíveis perdas ou estagnação de capital. Também na área social, o lucro de um investimento social é programado para o longo prazo, e resultados em poucos meses são praticamente impossíveis. Ainda, a análise criteriosa das variáveis do mercado social em que se atua, tem a capacidade de maximizar os investimentos sociais e nos trazer resultados concretos e estatísticos da redução das iniqüidades sociais que uma estratégia social gerou.

MULHER

SER que dá conta,
que vai além da conta,
que multiplica, divide,
soma e subtrai...
sem perder a conta,
sem se dar conta.
Lab.Pasteur

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Assistencialismo ou investimento social?

Artigos - Responsabilidade Social

Escrito por Cecilia Studart Guimarães

default8@socialtec.org.br
Alguns dias atrás me questionaram se eu via alguma diferença entre os benefícios de uma ação de caridade e os de um investimento social. Respondi que não via diferenças pelo simples fato de elas não serem, ao meu ponto de vista, comparáveis. Vocês já imaginaram analisar a diferença que as verduras trazem de benefício para nosso corpo em comparação com o benefício dos grãos e cereais? Ambos nos trazem benefícios diferentes e fica impossível justificar um benefício como melhor do que o outro.

Nesse sentido, precisaríamos focar a diferença das intenções dessas duas modalidades: Enquanto o foco dos investimentos sociais é gerar mobilidade social e transformação social, não é essa a intenção das ações de caridade, mas sim a de possibilitar a satisfação das necessidades essenciais à sobrevivência de um ser humano. Sendo assim, existem algumas situações em que somente este último tipo de ações pode ser levado a cabo, como por exemplo, quando se trata de uma comunidade vítima de calamidade natural ou populações abaixo da extrema pobreza. Nelas, o famoso preceito de “ensinar a pescar, em lugar de dar o peixe” ajuda muito pouco, pois com fome e sem teto, fica difícil ‘pescar’. Uma vez sem fome e com teto, é possível ensinar a pescar. É a isso que se referem vários autores quando indicam que as ações assistencialistas ou de caridade devem ser um meio, para poder depois transformar ou gerar mobilidade.

No entanto, quando as ações de caridade viram um fim em si mesmo, ainda quando a situação não é mais de calamidade, nem de extrema pobreza, aí sim, acabam ajudando mais aos doadores, pela “paz” psicológica que lhes outorga uma esmola, do que as próprias populações beneficiadas. Para estas populações, a caridade só perpetua miséria, pois não modifica a condição social em que se encontram naquele momento, nem trabalha para evitar que nas décadas conseqüentes a esta, esta situação social se repita.

Desenvolver negócios com responsabilidade social, então, não significa gerar recursos financeiros com negócios lucrativos e depois depositar esmolas para outros seres humanos menos “favorecidos”. Desenvolver negócios com responsabilidade social significa perceber que o lucro deve ser de todos, do negócio e do social. E fomentar lucro social não é outra coisa que não fomentar transformação de condições sociais existentes.Em outras palavras, significa gerar mobilidade social. Esta fusão entre o lucro financeiro e o social funciona melhor quando todo o “core”, ou seja, o foco da empresa, sua experiência, seus recursos técnicos e seu diferencial de mercado, estão a disposição, tanto da geração de riquezas financeiras, como direcionadas às suas ações sociais.

É o caso de empresas de equipamentos informáticos, trabalhando com inclusão digital; empresas de cosmética que se utilizam de matérias primas e essências da natureza, trabalhando para sua preservação; empresas de construção civil, trabalhando para projetos habitacionais; empresas bancárias trabalhando com micro crédito; fabricantes de preservativos, mobilizando jovens para a prevenção do HIV/AIDS; e, agora, mais recentemente, uma associação de distribuidores e atacadistas, que se utiliza da capilaridade dos seus sistemas de distribuição para a promoção do desenvolvimento social sustentável.

Ter em conta a diferenciação de intenções da caridade assistencialista e do investimento social, e definir claramente também qual é a intenção da instituição no momento de formatar as ações sociais (assistencialismo ou investimento social), traz clareza e gestão para as ações e maior eficácia dos recursos alocados. Se a escolha for pelo investimento, a sugestão é priorizar instrumentos que facilitem a aplicação estratégica de conceitos e ferramentas já avaliadas no âmbito social. Assim como nos grandes negócios e estratégias comerciais, o lucro é programado no longo prazo e as variáveis são cautelosamente estudadas para minimizar possíveis perdas ou estagnação de capital. Também na área social, o lucro de um investimento social é programado para o longo prazo, e resultados em poucos meses são praticamente impossíveis. Ainda, a análise criteriosa das variáveis do mercado social em que se atua, tem a capacidade de maximizar os investimentos sociais e nos trazer resultados concretos e estatísticos da redução das iniqüidades sociais que uma estratégia social gerou.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Criatividade Coaching

Eros en el contexto laboral:
un enfoque desde el Coaching
El Coaching para combatir el desequilibrio entre la vida laboral y personal.

Miguel J. Roldán / Coach Presidente de TISOC
Una de las peticiones más importantes que nos hacen las organizaciones a TISOC, en los tres últimos años, es, como podemos apoyarles mediante el Coaching en que sus empleados y directivos logren un mayor equilibrio entre su trabajo y su vida personal.
Desde luego, el asunto es relevante, por varios motivos: 1. es este uno de los factores más importantes a la hora de obtener resultados satisfactorios de clima laboral, 2. una vez satisfechos los factores higiénicos en el trabajo (salario, estabilidad...), la motivación real depende de factores emocionales y para eso es fundamental el equilibrio. 3. la empresa que consigue este equilibrio mejora significativamente sus rendimientos en productividad, ventas y rentabilidad.
El Coaching permite el desarrollo de esquemas y nuevas actitudes para que de verdad, y no solo como "escaparate", la vida de las personas en la organización este auténticamente equilibrada.
Para mas información sobre los programas de Coaching de TISOC para organizaciones dirígete a coaching.corporativo@tisoc.com
Les recomiendo este artículo de Ariel Orama que tiene mucho que ver con lo que estamos hablando: ¿cómo equilibrar la vida personal y el trabajo?
Eros en el contexto laboral
He decidido no hablarles de acoso laboral. Menos aún, de los gajes pasionales de Cupido en sus paseos por la oficina. Según cuenta la mitología griega, Eros -al igual que Afrodita- era venerado en el territorio de los mortales como el dios del amor; no obstante, a esta deidad también se le atribuían otros asuntos de vital importancia, tales como la fertilidad, la energía creativa y el orden en los asuntos de la naturaleza. Es muy probable que ya comencemos a respirar cierta dosis de amor en el ambiente. ¿De qué manera podemos operacionalizar la energía del amor dirigida al desarrollo profesional? ¿Cómo Eros puede beneficiar nuestro contexto laboral? A continuación, desde el enfoque del Coaching, algunas sugerencias para impregnar nuestro trabajo con esos aires rojizos que caracterizan la buena energía de Eros:
Para leer este artículo completo pincha aquí.
Ariel Orama, es Psicólogo Clínico y Coach Certificado por TISOC. Sus apariciones y artículos en los medios de comunicación de su país, Puerto Rico, son muy frecuentes y es una persona eminente en el desarrollo de técnicas creativas, Crea.tu.Universo. En este momento y junto a su amigo, el conocido artista puertorriqueño, Ektor Rivera, preparan para TISOC, un nuevo programa de Coaching Crëativo, a partir de su marco teórico denominado Sinapsis Crëativa - SC©, creemos que revolucionario, que se va a ofrecer a partir del segundo trimestre de 2011.

Assistencialismo ou investimento social?

Artigos - Responsabilidade Social

Escrito por Cecilia Studart Guimarães

default8@socialtec.org.br
Alguns dias atrás me questionaram se eu via alguma diferença entre os benefícios de uma ação de caridade e os de um investimento social. Respondi que não via diferenças pelo simples fato de elas não serem, ao meu ponto de vista, comparáveis. Vocês já imaginaram analisar a diferença que as verduras trazem de benefício para nosso corpo em comparação com o benefício dos grãos e cereais? Ambos nos trazem benefícios diferentes e fica impossível justificar um benefício como melhor do que o outro.

Nesse sentido, precisaríamos focar a diferença das intenções dessas duas modalidades: Enquanto o foco dos investimentos sociais é gerar mobilidade social e transformação social, não é essa a intenção das ações de caridade, mas sim a de possibilitar a satisfação das necessidades essenciais à sobrevivência de um ser humano. Sendo assim, existem algumas situações em que somente este último tipo de ações pode ser levado a cabo, como por exemplo, quando se trata de uma comunidade vítima de calamidade natural ou populações abaixo da extrema pobreza. Nelas, o famoso preceito de “ensinar a pescar, em lugar de dar o peixe” ajuda muito pouco, pois com fome e sem teto, fica difícil ‘pescar’. Uma vez sem fome e com teto, é possível ensinar a pescar. É a isso que se referem vários autores quando indicam que as ações assistencialistas ou de caridade devem ser um meio, para poder depois transformar ou gerar mobilidade.

No entanto, quando as ações de caridade viram um fim em si mesmo, ainda quando a situação não é mais de calamidade, nem de extrema pobreza, aí sim, acabam ajudando mais aos doadores, pela “paz” psicológica que lhes outorga uma esmola, do que as próprias populações beneficiadas. Para estas populações, a caridade só perpetua miséria, pois não modifica a condição social em que se encontram naquele momento, nem trabalha para evitar que nas décadas conseqüentes a esta, esta situação social se repita.

Desenvolver negócios com responsabilidade social, então, não significa gerar recursos financeiros com negócios lucrativos e depois depositar esmolas para outros seres humanos menos “favorecidos”. Desenvolver negócios com responsabilidade social significa perceber que o lucro deve ser de todos, do negócio e do social. E fomentar lucro social não é outra coisa que não fomentar transformação de condições sociais existentes.Em outras palavras, significa gerar mobilidade social. Esta fusão entre o lucro financeiro e o social funciona melhor quando todo o “core”, ou seja, o foco da empresa, sua experiência, seus recursos técnicos e seu diferencial de mercado, estão a disposição, tanto da geração de riquezas financeiras, como direcionadas às suas ações sociais.

É o caso de empresas de equipamentos informáticos, trabalhando com inclusão digital; empresas de cosmética que se utilizam de matérias primas e essências da natureza, trabalhando para sua preservação; empresas de construção civil, trabalhando para projetos habitacionais; empresas bancárias trabalhando com micro crédito; fabricantes de preservativos, mobilizando jovens para a prevenção do HIV/AIDS; e, agora, mais recentemente, uma associação de distribuidores e atacadistas, que se utiliza da capilaridade dos seus sistemas de distribuição para a promoção do desenvolvimento social sustentável.

Ter em conta a diferenciação de intenções da caridade assistencialista e do investimento social, e definir claramente também qual é a intenção da instituição no momento de formatar as ações sociais (assistencialismo ou investimento social), traz clareza e gestão para as ações e maior eficácia dos recursos alocados. Se a escolha for pelo investimento, a sugestão é priorizar instrumentos que facilitem a aplicação estratégica de conceitos e ferramentas já avaliadas no âmbito social. Assim como nos grandes negócios e estratégias comerciais, o lucro é programado no longo prazo e as variáveis são cautelosamente estudadas para minimizar possíveis perdas ou estagnação de capital. Também na área social, o lucro de um investimento social é programado para o longo prazo, e resultados em poucos meses são praticamente impossíveis. Ainda, a análise criteriosa das variáveis do mercado social em que se atua, tem a capacidade de maximizar os investimentos sociais e nos trazer resultados concretos e estatísticos da redução das iniqüidades sociais que uma estratégia social gerou.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Por gentileza, Fortaleza

Izabel Gurgel
Jornalista
23 Fev 2010

Na praia, quero ouvir o barulho do mar. No teatro, só o espetáculo. No cinema, o filme. Na sala de aula, a aula. Em casa, sons que não incomodem a vizinhança. Na praça, o buchicho das conversas. Nas igrejas, rezar baixinho: os deuses não são surdos. Deixar profissionais e pacientes atravessarem uma dura noite em hospital sem som de carro. No Passeio Público e no jardim do TJA, quero ouvir passarinhos. Vivo em Fortaleza. Quero viver em outra cidade: Fortaleza sem som automotivo. Quero mais: calçadas livres, ruas limpas, iluminadas, transporte público decente. Um dia tocado por ``Bom dia`` ao desconhecido que passa, movido a ``Por gentileza``, ``Com licença``, ``Por favor`` e ``Muito agradecida``. Ainda que não saibamos, estamos exauridos pela grosseria que não cessa de prosperar na cidade.

Do ônibus ou da Hilux, por gentileza, não jogue lixo na rua. Não encontrar lixeira não é desculpa: leve um saquinho na bolsa. Respeite o ciclista: para 7% da cidade, a bicicleta é o único meio de transporte. A vaga para deficiente é para portadores de deficiência... A fila é para todos, todos temos pressa & ainda que não saibamos como inventamos uma vida assim - e não precisamos de lei para dar passagem aos velhos, às pessoas com crianças, às mulheres grávidas: é só se colocar no lugar do outro. Miúda, eu já sabia que dar o lugar aos mais velhos era uma regra que valia sempre no ônibus, na fila...

Por gentileza, não buzine: se estou parada é porque engarrafamos a vida. É cada vez mais difícil o ir-e-vir mais banal. Vai para a balada, ao Centro ou ao estádio? Com tanta grana, por que não pega um táxi? Sobretudo, ao deitar e ao acordar, lembre-se: não existe só você no mundo. Não grite; não chame o garçom ou a vendedora com um ``Ei!``; saiba que muitas vezes seu celular pode ficar desligado e o mundo continuará girando.

Quero viver em Fortaleza assim: nos 365 dias do ano, com a civilidade dos dias extraordinários. Ainda ressoa o relato da amiga moradora da Santos Dumont que desceu a João Cordeiro a pé para o Réveillon na praia, à vontade na rua, sem pânico em relação ao outro: sim, porque o medo incorporado é acionado a cada encontro com quem quer que seja. É um alento saber do casal amigo que voltou do Réveillon fazendo o caminho contrário, pegou um ônibus na mesma Santos Dumont às duas da manhã e foi para casa, prática comum para quem mora em uma cidade que sabe viver.

Quero sim a civilidade da Domingos Olímpio no Carnaval. Senhoras levando cadeiras de casa para ver o desfile, crianças brincando, muitos mundos partilhando um mesmo espaço. Como no Pré-Carnaval no Jardim das Oliveiras, reunindo o time de futebol e o bloco do bairro com a Escola de Samba Império Ideal: não lhe conheço, não sei quem você é, talvez não nos encontremos nunca mais, mas vivemos juntos e precisamos, você e eu, cuidar de nós mesmos e cuidar da cidade. Cuidar da vida (na cidade) é uma tarefa cotidiana e coletiva. Agora está na nossa mão, por exemplo, desligar a violência do som automotivo. O paredão de som é pago. O silêncio é gratuito. Tem gente fazendo negócio com o nosso silêncio. E criando um lastro de brutalidade. Nunca quis isso. Agora, por gentileza, não fico calada. Viver com o outro é nosso aprendizado diário. Eu quero aprender!

Izabel Gurgel dirige o Theatro José de Alencar com Silêda Franklin

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

9 formas para atender, conquistar e manter clientes

Gemir Cassan escreveu as 12 formas para atender, conquistar e manter clientes e abaixo selecionei 9 dicas aplicadas aos escritórios jurídicos.
1. Recepcione, identifique-se e deixe o cliente conhecer a empresa.
Como funciona o atendimento do seu escritório? A secretária ou recepcionista leva o cliente até a sala? Tente um dia fazer diferente: Busque o cliente na recepção e depois do atendimento leve-o de volta na recepção.
Dá mais trabalho?
Lógico que sim! Mas, a satisfação que gera é muito melhor e interessante para a fidelidade do cliente.
Outro ponto é em relação a empresa. Mostre ao cliente o seu escritório. Deixe-o sentir-se em casa. Isto é fundamental para os negócios!
2. Sorria. Faça de seu sorriso o melhor cartão de visita.
Precisa explicar? Seu sorriso além de alimentar o seu dia com mais felicidade será a porta de alegria, energia e dinâmica do escritório. Um líder mal humorado pode ser péssimo para todos, inclusive para o cliente.
Outra dica: Sorria ao atender e falar ao telefone. Faz toda a diferença para quem está do outro lado da linha!
3. Quando atender, faça isso de corpo e alma. O foco deve ser somente nele.
Esta é uma verdade universal. Se estás atendendo o José, esqueça a Maria, o Joaquim e o João. Não atenda o telefone não!
O foco deve ser a pessoa que está sendo atendida. Unicamente esta. Ela deve sentir-se especial e não apenas mais um cliente. Analise suas atitudes!!!
4. Olhe nos olhos do cliente e ouça atentamente o que ele disser.
Não fique escrevendo, lendo, olhando piadas, celular, etc. Olhe para o cliente. Demonstre atenção, respeito e cuidado pela sua questão. Lembre-se: Se o cliente lhe procurou é porque acredita que você pode ser a salvação para ele. Ajude-o!
5. Fale sempre a verdade e exercite o perguntar mais que falar.
Além da questão ética, falar a verdade é sempre melhor. Dizer a realidade fará um elo de confiança muito especial entre você e o cliente. Procure perguntar detalhadamente os fatos, compreende-los, demonstrando total interesse.
Aquela pessoa merece mais do que um simples atendimento, merece atenção e respeito!
6. Respeite o tempo do atendimento. Com agilidade e concentração todos ganham.
O papo pode até estar bom, mas procure ser objetivo, sem ser rude. O cliente deve ser paparicado, todavia com outros clientes esperando não podemos deixar um satisfeito e inúmeros insatisfeitos.
7. Saiba que os clientes adquirem benefícios em qualquer produto ou serviço.
Mesmo uma ação judicial pode ser vista como um benefício, se enxergarmos o nosso cliente como um intermediario do cliente final. O que quero dizer é se o seu cliente está buscando defender-se de uma demanda, por exemplo, se virmos como um negócio, estaremos analisando que ao defender a demanda podemos estar criando possibilidades de redução de despesas, um acordo masi interessante, etc. Sempre o advogado pode gerar benefícios aos seus clientes e não apenas ser alguém procurado nos momentos de desespero.
8. Cadastre seu cliente, acompanhe suas demandas e fale com eles regularmente.
Não deixe seu cliente pensar que você esqueceu dele. Esteja sempre presente. Veja a data de fundaçaõ da empresa e mande um cartão para ela. Cumprimente o seu cliente por mais uma conquista. Forneça a ele relatorios dos processos e indicadores de projeção de sucesso ou não. É estando presente que o cliente sempre utilizará e lembrará dos seus serviços!!!
9. Você não é obrigado a prometer prazos, horários, entre outros, mas, se o fizer, cumpra-o.
Lembre-se: Advocacia é uma profissão de meio e não de fim. Não adianta dizer que tudo se resolve em 30 dias e um juiz “sentar” no processo e você descumprir a sua palavra.
Sempre diga a verdade!!!
Agora se prometer que vais elaborar uma peça até amanhã, que seja até amanhã e não depois de amanhã. Seja fiel a sua promessa.

http://blog.gestao.adv.br/

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Assistencialismo ou investimento social?

Assistencialismo ou investimento social?

Artigos - Responsabilidade Social

Escrito por Cecilia Studart Guimarães

default8@socialtec.org.br
Alguns dias atrás me questionaram se eu via alguma diferença entre os benefícios de uma ação de caridade e os de um investimento social. Respondi que não via diferenças pelo simples fato de elas não serem, ao meu ponto de vista, comparáveis. Vocês já imaginaram analisar a diferença que as verduras trazem de benefício para nosso corpo em comparação com o benefício dos grãos e cereais? Ambos nos trazem benefícios diferentes e fica impossível justificar um benefício como melhor do que o outro.

Nesse sentido, precisaríamos focar a diferença das intenções dessas duas modalidades: Enquanto o foco dos investimentos sociais é gerar mobilidade social e transformação social, não é essa a intenção das ações de caridade, mas sim a de possibilitar a satisfação das necessidades essenciais à sobrevivência de um ser humano. Sendo assim, existem algumas situações em que somente este último tipo de ações pode ser levado a cabo, como por exemplo, quando se trata de uma comunidade vítima de calamidade natural ou populações abaixo da extrema pobreza. Nelas, o famoso preceito de “ensinar a pescar, em lugar de dar o peixe” ajuda muito pouco, pois com fome e sem teto, fica difícil ‘pescar’. Uma vez sem fome e com teto, é possível ensinar a pescar. É a isso que se referem vários autores quando indicam que as ações assistencialistas ou de caridade devem ser um meio, para poder depois transformar ou gerar mobilidade.

No entanto, quando as ações de caridade viram um fim em si mesmo, ainda quando a situação não é mais de calamidade, nem de extrema pobreza, aí sim, acabam ajudando mais aos doadores, pela “paz” psicológica que lhes outorga uma esmola, do que as próprias populações beneficiadas. Para estas populações, a caridade só perpetua miséria, pois não modifica a condição social em que se encontram naquele momento, nem trabalha para evitar que nas décadas conseqüentes a esta, esta situação social se repita.

Desenvolver negócios com responsabilidade social, então, não significa gerar recursos financeiros com negócios lucrativos e depois depositar esmolas para outros seres humanos menos “favorecidos”. Desenvolver negócios com responsabilidade social significa perceber que o lucro deve ser de todos, do negócio e do social. E fomentar lucro social não é outra coisa que não fomentar transformação de condições sociais existentes.Em outras palavras, significa gerar mobilidade social. Esta fusão entre o lucro financeiro e o social funciona melhor quando todo o “core”, ou seja, o foco da empresa, sua experiência, seus recursos técnicos e seu diferencial de mercado, estão a disposição, tanto da geração de riquezas financeiras, como direcionadas às suas ações sociais.

É o caso de empresas de equipamentos informáticos, trabalhando com inclusão digital; empresas de cosmética que se utilizam de matérias primas e essências da natureza, trabalhando para sua preservação; empresas de construção civil, trabalhando para projetos habitacionais; empresas bancárias trabalhando com micro crédito; fabricantes de preservativos, mobilizando jovens para a prevenção do HIV/AIDS; e, agora, mais recentemente, uma associação de distribuidores e atacadistas, que se utiliza da capilaridade dos seus sistemas de distribuição para a promoção do desenvolvimento social sustentável.

Ter em conta a diferenciação de intenções da caridade assistencialista e do investimento social, e definir claramente também qual é a intenção da instituição no momento de formatar as ações sociais (assistencialismo ou investimento social), traz clareza e gestão para as ações e maior eficácia dos recursos alocados. Se a escolha for pelo investimento, a sugestão é priorizar instrumentos que facilitem a aplicação estratégica de conceitos e ferramentas já avaliadas no âmbito social. Assim como nos grandes negócios e estratégias comerciais, o lucro é programado no longo prazo e as variáveis são cautelosamente estudadas para minimizar possíveis perdas ou estagnação de capital. Também na área social, o lucro de um investimento social é programado para o longo prazo, e resultados em poucos meses são praticamente impossíveis. Ainda, a análise criteriosa das variáveis do mercado social em que se atua, tem a capacidade de maximizar os investimentos sociais e nos trazer resultados concretos e estatísticos da redução das iniqüidades sociais que uma estratégia social gerou.